Quer achar o quê?

terça-feira, 8 de junho de 2010

Convergência Digital - Palestra Surfinia com André Usrulino




O nome vai trazer lembranças a alguns de nossos colegas de profissão. Para outros parecerá mais um termo da nova era da comunicação. Este post é destinado a divulgar a palestra que presenciamos na semana passada. A palestra que expandiu nossos horizontes e abriu nossos olhos para uma nova realidade na era da comunicação, do espetáculo e dos prosumers.
Nosso palestrante, infelizmente, não pôde comparecer, mas nosso professor André Ursulino nos apresentou um caso muito interessante.
Por motivos de'' força maior" não podemos divulgar aqui neste blog os fatos e dados que nos foram apresentados. Ficamos com a pulga atrás da orelha, perguntando a nós mesmos o que iríamos falar aqui.
Uma de nossas colegas de grupo veio com a idéia de ligar o tema apresentado em sala com o conceituado e importante livro de Henry Jenkins, homônimo deste post. O livro discorre sobre as grandes mudanças de paradigma que estão ocorrendo no mundo da comunicação, no mundo do entretenimento, na forma como nos relacionamos com os conteúdos que nos são apresentados, enfim na forma como o mundo dialoga conosco e como nós dialogamos com ele.
Como diz o autor em seu livro: bem vindos á era da convergência digital.

Uma certa rede de televisão tem o objetivo de engajar mais seus espectadores com seus programas. A convergência das mídias já se tornou algo que diversas empresas buscam para fortalecer seus laços com os consumidores.
Procuraram uma agência, explicaram o problema e voilá, a criação de um game surgiu como o meio para formar laços mais fortes com os consumidores e, também, para alavancar os pontos de audiência.Por meio da criação de um avatar,o usuário poderia ingressar no jogo e entrar em contato com a marca.


Quando refiro-me á convergência quero dizer o termo citado por Henry Jenkins em seu livro, segundo ele convergência é " o fluxo de conteúdos através de múltiplas plataformas de mídia, á cooperação entre múlptiplos mercados midiáticos e ao comportamento migratório dos públicos dos meios de comunicação, que vão a quase qualquer lugar em busca das experiências de entretenimento que desejam."
O caso apresentado é uma caso de convergência. Múltiplas plataformas de mídia foram utilizadas a saber : a internet - que serviu como meio de veiculação para um game dos espectadores da novela e a televisão que passava conteúdos que poderiam ajudar os jogadores a concluirem as fases do game.
Sabe-se que os espectadores não estão mais interessados em simplesmente receber conteúdos passivamente. Hoje a realidade é outra. Realidade na qual os consumidores vão atrás de outras formas comunicação para alimentarem seus desejos de informação, entretenimento e, quem poderia dizer, seus anseios de participarem ativamente da vida ao seu redor.
É certo que tal rede de televisão estava buscando fazer o que muitas empresas americanas vêm fazendo há algum tempo: expandir seus mercados em potencial por meio do uso de diversas plataformas de mídia como por exemplo o caso da série Heroes. Lembrando que não só empresas praticam tal ação, mas também pessoas como Barack Obama que utilizou diversa plataformas de mídia para divulgar sua candidatura á presidência dos EUA, os vídeos postados por comuns no youtube sãoo outro exemplo. Enfim, para não corrermos o risco de soarmos repetitivas, vamos colocar aqui que cada vez mais as pessoas comuns, não comuns, empresas, governos e o mundo como um todo estão tornando-se cada vez mais presentes nos meios que antes eram considerados mídias alternativas.

Não é tarefa fácil ligar conteúdos da mídia televisiva com conteúdos de internet que permitam que os usuários façam as devidas conexões entre os dois.
Muitos já se aforgaram ao tentar atravessar essas fornteiras, ms, por outro lado, temos alguns casos de sucesso que podem ser citados, "Survivor", Heroes e Big Brother Brasil são alguns casos que deram certo.
Não temos permissão para dizer se o caso que estudamos foi um caso de sucesso ou não. Mas, o que podemos divulgar é que algo que até pouco tempo atrás era pouco utilizado no Brasil está começando a chamar a atenção de grandes corporações.
Numa era onde a atenção do consumidor e das pessoas está tão fragmentada, conseguir fazer com que eles passem mais tempo ligados á sua marca ou á seu conteúdo é uma tarefa difícil que exige muito planejamento.
A agência contratada fez sua tarefa, pesquisou quem eram os espectadores da tal novela, sua idade, seu sexo e seus hábitos de consumo de mídia. E constatou-se que está havendo uma mudança gigantesca no comportamento de consumo de mídias. Pessoas que, no passado, passavam grande número de horas assistindo á conteúdos televisivos, agora dirigem sua atenção ás mais diversas mídias: celulares, internet, internet móvel, televisão, rádio...todos esses dividem a atenção das pessoas.
O conteúdo divulgado na internet, como já foi dito, tinha como objetivo de criar um laço maior dos espectadores com a novela e alavancar a audiência.
O game, um game de surfe foi criado e, para que pudessem jogar e obter sucesso os internautas deveriam acompanhar a novela todos os dias. Uma maneira óbvia de alavancar a audiência.

O game foi desenvolvido e colocado no ar. Ações de "merchandising" na novela ajudaram a divulgar a existência da plataforma para os espectadores. Em pouco tempo muito já jogavam o jogo e acompanhavam a novela, ávidos por novas experiências.
O que se pode dizer de tudo isto?
Podemos concluir, e isto já foi concluído por nossos leitores, que o mundo da mídias está cada vez mais interligado e cada vez mais procuramos novas maneiras de satisfazer nossa fome por conteúdos, experiências e diversão.
Um simples jogo de internet pode ajudar uma rede de televisão alavancar sua audiência, um filme pode cair nas mãos "erradas" e ser transformado em coisa que difame e prejudique sua marca. A era da convergência é uma era onde os limites ainda estão sendo traçados, e as experiências ainda estão sendo contruídas.
O que podemos e vamos dizer, é que esta realidade já chegou ao Brasil, e que nós, estudantes de comunicação, temos o dever de estudá-la e analisar as possibilidades, pois esta modalidade de comunicação representa nosso futuro.
Pensar que é só um jogo é um pensamento equivocado. Nós, futuros publicitários precisamos entender que se queremos impressionar nossos consumidores temos somente " 3 segundos para fazê-lo", e devemos fazer isso com destreza.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Palestra TVIII Branding – O gerenciamento de marcas de TV na era Digital

Palestrante: Will Prestes

A palestra foi iniciada com o conceito expresso por Lee Hunt do que é marca: “Marca é a percepção do consumidor de um serviço ou produto.”

A partir disso, Will Prestes relacionou o principal atributo de

marca para a TV Digital: Atalhos para tomada de decisão.

A expressão TVIII é relacionada com a Era Digital ou como a Época da Abundância. Nessa era o conteúdo é o rei!

TV III- O que mudou?

  1. A digitalização do conteúdo de entretenimento
  2. O barateamento

Hoje há diversas marcas relacionada à televisão, marca da rede, do canal, dos atores, dos programas. É necessário saber trabalhar essas marcas com muita excelência e congruência, principalmente porque os expectadores se tornaram usuários, eles possuem uma independência muito maior.

Um rápido comentário sobre a terminologia TVI

II: A história da televisão é divida em três períodos cujas nomenclaturas variam de acordo com cada teórico. Basicamente, esses períodos se diferem em termos de distribuição ou disponibilidade de conteúdo. Porém uma nova era não exclui a antiga, elas se completam.

Segue uma tabela que resume essas eras com seus respectivos teóricos:


Na Era Digital existe uma competição altíssima, incluindo novas plataformas que facilmente dispersam a atenção dos telespectadores. Por outro lado, essas novas plataformas permitem novos modos de trabalhar a marca, se estiverem integrados e forem trabalhados com

coerência.
A Tecnologia presenteou os telespectadores com um número maior de opções, conteúdos, portanto dá a eles maior controle e poder. Eles estão mais informados, conectados e menos previsíveis. Os telespectadores dividem opiniões no meio virtual, relatam e comparam experiências e até mesmo, algumas vezes, trocam idéias com os criadores e roteiristas dos programas e conteúdos. TV III Branding é gerenciar as expectativas de novas audiências e fazer com que os telespectadores se envolvam e vivenciem uma intensa experiência.

O diagrama abaixo mostra os três principais atributos que são fundamentais para a construção da marca na Televisão. Cada atributo possui um modo específico de trabalhar a marca que acrescentará valor para o canal ou a marca do programa.

Aggregation (Aquisição): Aquisição ou produção de conteúdo televisivo, o tipo de conteúdo que é transmitido.

Placement ( Programação) : A maneira que o conteúdo é apresentado.

Promotion ( Diálogo): Qual a ferramenta de comunicação que é utilizada.

Esses três itens são regras no mercado televisivo e são determinantes para o ato da compra.


Aquisição - 4 pontos fundamentais:

1. Textualmente Extensível

Entender que nos contratos deve estar esclarecido que o conteúdo negociado não estará só no meio televisivo como em qualquer outro meio.

2. Fragmentável

Ter em mente que ao produzir um conteúdo, que ele possa ser fragmentado e que esse fragmento faça sentido, podendo ser circulado em outros meios como youtube, celular e muitos outros.

3. Encontrável e Acessível

“Conteúdo com metadados apropriados permitem que usuários encontrem o que procuram”. Metadados são dados que descrevem o conteúdo.

4. Compatível com a marca

A programação tem que ser coerente com a marca e conseqüentemente com a imagem do canal. Canais de TV têm um maior aproveitamento de programas que compartilham de valores de marca semelhantes.


Programação - 5 pontos fundamentais:

1. Não Linear

Na era digital temos a possibilidade de vermos um programa na hora que quisermos. Se você não estava disponível na hora da exibição do programa que gostaria de ver, poderá ver mais tarde ou até mesmo gravá-lo e assistir quando bem entender.

2. Plataformas Cruzadas

Levar os telespectadores para outras plataformas.

3. Intra textual

Ter a mesma linha de narrativa textual, principalmente nos seriados.

4. Intra marca

Promover conteúdo em todas as plataformas.

5. Extra-marca
O conteúdo pode virar produtos novos, novas possibilidades de vendas.

Diálogo - 4 pontos fundamentais:

1. Plataformas Cruzadas

Levar os telespectadores para outras plataformas.

2. Bi direcional

“O profissional de marketing ajuda o consumidor a comprar e o consumidor ajuda o profissional de marketing a vender.” (Jenkins, 2006) Hoje o consumidor pode, através do meio virtual, expressar sua opinião sobre o programa e até mesmo contribuir com idéias que podem ser utilizadas pelo roteirista e diretores dos programas. O consumidor pode participar e contribuir com a elaboração do conteúdo.

3. Engajante

Precisa se pensar as formas e as ações que farão o telespectador se envolver com o conteúdo de forma engajante, muito participativa e interativa.

4. Reembalável

Capacidade de maximizar a utilização de conteúdos. Aproveitar conteúdos antigos e promovê-los de maneira criativa e inusitada.

Para resumir a palestra e o contexto desse tema, assista ao vídeo abaixo:






segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um novo conceito em rádio: SulAmérica Trânsito 92,1 FM


Felipe começou nos contando que a rádio surgiu porque havia uma vontade de se criar uma rádio customizada e também um desejo de reforçar a marca do seguro SulAmérica Auto em São Paulo. Assim, em 2007, uma parceria entre a família Sanzone (dona da Rádio Metropolitana Paulista, de Mogi das Cruzes), a MPM Propaganda, a seguradora SulAmérica e o Grupo Bandeirantes garantiu o nascimento da Rádio SulAmérica Trânsito – 92,1 FM. O primeiro entrou com a concessão; o segundo elaborou a idéia; o terceiro entrou com a marca e o capital; o quarto entrou com a credibilidade jornalística.
Assista abaixo o video que a MPM criou para informar que a rádio seria lançada:



A idéia de associar a marca SulAmérica ao próprio nome da emissora de rádio é conhecido como marketing de conteúdo. E foi exatamente o que a agencia MPM propôs para seguradora. Agregando informação de interesse do consumidor, a SulAmérica quis entrar na vida dele de forma integrada, interessante e emocionante, em vez de tentar marcar presença com um comercial que, em muitos casos, é ignorado. Dessa forma, todos nós fixamos a marca da SulAmérica não só através da publicidade tradicional, mas também graças ao seu conteúdo informativo. O mais legal é que a marca consegue conversar sem problemas mesmo com quem não é cliente da empresa. Aliás, esse ‘não-cliente’ certamente passou a associar a marca à coisas positivas, eficientes e de credibilidade.
O objetivo da rádio não é somente informar quais rotas congestionadas, mas também dar alternativas de caminho às pessoas. A idéia é transmitir isso com uma linguagem harmônica e passando a informação com precisão, responsabilidade e informalidade. A programação, de 6 às 22h, é composta por informações de trânsito e boletins ao vivo das ruas de São Paulo. De 22 às 6h, a rádio tem também seleção musical e boletins de trânsito relevantes para o horário. Os grandes corredores estão cobertos o tempo todo, mas, principalmente nos horários de rush na cidade.
O Felipe nos contou que, para isso, a rádio conta com uma equipe composta por 7 ancoras, 9 repórteres, 13 pessoas que ficam na retaguarda e até um helicóptero. A equipe percorre cerca de 2000 km por dia para fazer a cobertura do trânsito.
O maior desafio que a 92,1 FM enfrenta é o de cobrir todos acontecimentos em uma cidade como São Paulo que tem 11 milhões de habitantes e 6,5 milhões de veículos circulando. Para se ter uma idéia do quão desafiante isso é, a média de congestionamento na capital é de 150km diariamente (de 2a a 6a).
O que é interessante na rádio é que o ouvinte pode contribuir com informações entrando em contato com a SulAmérica através de portal de voz, e-mail, SMS, twitter (@rstnoar) e através do link ‘fale conosco’ do site. No total, são de 3 mil a 5 mil ouvintes por dia e, assim, a rádio recebe cerca de 1000 SMS e 1000 e-mails por dia.


A comunicação sempre foi feita de forma bem humorada, no começo MPM Propaganda e atualmente pela NBS. Desde seu lançamento, em fevereiro de 2007, a SulAmérica investiu em ações de comunicação para divulgar o benefício exclusivo do Seguro Auto. Foram veiculados comerciais de televisão, anúncios nos principais jornais e revistas 
de São Paulo, outdoors e relógios de rua.



Ainda em 2007, a Sulamérica aproveitou as datas comemorativas para sua comunicação. Anúncios bem humorados auxiliaram o paulistano a ‘encontrar o papa’ e a ‘desviar de George W. Bush’. Usou anúncios de oportunidade também durante o feriado de Corpus Christi e o dia da Parada Gay.








A atual campanha ‘’Se aborrecer pra que?’’ é assinada pela NBS e o interessante é que esse slogan virou até um Trending Topic Brasil do twitter há pouco tempo. Isso significa que as pessoas se identificaram com a campanha e com o bom humor presente nela e passaram até a usar a frase em seu dia-a-dia. Vale lembrar que essa campanha é de toda a Sulamérica, e não só da rádio.
Atualmente, a Rádio SulAmérica Trânsito é líder de audiência entre as rádios jornalísticas nos horários de pico do trânsito entre os ouvintes que estão no carro. O ibope chega a 25mil/minuto, com picos de 45mil/min. À tarde/noite é quando a rádio tem mais ouvintes. Para a SulAmérica, esta audiência garante o aumento do seu share of mind e, consequentemente, das vendas de seguro de automóvel na capital.


Depois de nos contar tudo sobre a rádio, o Felipe resolveu que iríamos conversar e pediu para o pessoal fazer perguntas. Muitas perguntas foram feitas e, dentre elas, destacamos as 3 mais intessantes. Abaixo está a pergunta e o vídeo com a resposta que ele deu:

1- Pelo portal de voz as pessoas conseguem acessar as informações deixadas por outros ouvintes?



2- Vocês tem ideia de no futuro crescer muito ao ponto de fragmentar a radio em trânsito da zona leste, zona sul etc?



3- Como funciona a fonte de receitas de vocês? Vocês tem espaço publicitário?




obs: A palestra foi transmitida em tempo real pelo twitter @th4ispaiotti

Postado por: Grupo 8