Quer achar o quê?

quinta-feira, 11 de março de 2010

Cobertura da Palestra

 

Na palestra realizada em sala de aula, no dia cinco de março, por dois profissionais da agência Riot, o assunto tratado foi o papel das mídias sociais na construção de imagem de pessoas, marcas, empresas e campanhas políticas. A agência foi criada em 2006, sendo a primeira agência latino-americana a estabelecer um modelo de negócios baseado inteiramente em mídias sociais e conteúdo, atendendo clientes importantes como Nokia, HBO, Petrobrás, Adidas, Fast Shop, Itaú e HP.

Na introdução do tema, o palestrante deu uma noção de como era a Internet há nove anos e como ela foi se desenvolvendo para chegar aos patamares atuais. Em 2001 já havia vinte milhões de sites no ar, porém as pessoas apenas consumiam a informação, sem interagir de forma alguma com ela. A interação das pessoas que produziam o conteúdo para com as que o consumiam, começou a ocorrer com a criação dos Blogs. Qualquer pessoa poderia comentar aquilo que bem entendesse sobre o que havia sido escrito no blog.

Com o passar dos anos, a mudança da produção de conteúdo foi acelerada pelas novas ferramentas que foram surgindo, em que o consumidor passou a ser cada vez mais ativo, consumindo, mas também criando conteúdo. Dessa forma a Internet começou a se tornar mais humana, se diferenciando das mídias tradicionais que “empurram” a mensagem para o receptor, não recebendo um feedback pelo mesmo meio que a emitiu. Já em 2007 a Revista Time, famosa por eleger ao final de todo ano a pessoa mais importante do mundo, decidiu que “Você” (“You”) como sendo o vencedor do ano, por levar em conta a revolução que a Internet estava propiciando para a grande geração de conteúdo por parte de pessoas comuns.

A definição de mídias sociais foi apresentada pelos palestrantes como o uso de tecnologias e interações sociais, produzindo conteúdo colaborativo. As pessoas produzem e consomem conteúdo em diversas plataformas: portais de broadcast de vídeo (ex:YouTube); Redes Sociais (ex:My Space, Orkut, Facebook); Blogs; Sites de Crowdsourcing/Bookmark social (ex: Delicius, funciona com o sistemática de que quantos mais votos levados, ganha destaque na home page); Meta Versus (espaços de realidade virtual); Lista de Discussão (lista de emails ou de temas específicos, ex:medicina); Fóruns (temas livres que normalmente funcionam com perguntas e respostas).

As pessoas por natureza gostam de compartilhar informações, conhecimento e entretenimento. A publicidade pode se aproveitar disso e usar as mídias sociais como auxiliador dessas interações, contanto que sejam bem feitas.

Na segunda parte da apresentação os palestrantes exemplificaram o tema com o famoso e recente caso do atual presidente americano Barack Obama, que soube utilizar dessas ferramentas de mídias sociais para se promover, se aproximar dos eleitores e ganhar a popularidade dos americanos nas eleições. O sucesso de sua campanha se deu por conta dele saber identificar o comportamento, as necessidades e pensamentos da população americana, dividindo-os em 16 clusters e sabendo tratá-los como únicos, tendo uma mensagem direcionada para cada um deles, e não uma única mensagem para todos, como havia sido feito antes por todos os presidentes. Como qualquer marca não se constrói sozinha, Obama entendeu que a sua popularidade deveria ser construída juntamente com sua população, por isso ofereceu canais para que pudesse falar com todos eles, que fossem canais de mão dupla. Nada melhor do que as redes sociais. Dessa forma as diferentes camadas sociais podiam tirar suas duvidas, fazer sugestões e críticas direcionadas ao presidente, participando diretamente da construção da campanha, o chamado Call to Action.

 Obama fazia ações onde as pessoas estavam, e não onde ele gostaria que elas estivessem. Criou um site chamado My Barack Obama, além de 16 espaços sociais oficiais, com perfis para cada target específico da população, para que dessa forma as pessoas de cada um deles se identificassem com Barack. A verba destinada às ações na Internet era de apenas 2%, porém ao saber utilizar com perfeição as redes sociais, que são gratuitas, conseguiu movimentar a população para que doasse um total de 87% de todo o dinheiro de sua campanha. O interessante é que muitas pessoas doaram, já que 93% dos doadores deram menos que 100 dólares cada.

Barack conquistou em pouco tempo mais de 130 mil seguidores no Twitter (o maior número de seguidores de um perfil do Twitter), 500 comunidades no Facebook criadas por pessoas normais e mais de 14 milhões de viewers de um único vídeo dele no Youtube. Outros candidatos à presidência também tentaram utilizar redes sociais, como o John Edwards, que criou 24 perfis em redes sociais, mas não deu certo por não entender a dinâmica desses canais, que passavam a mesma mensagem independente do target. Obama se comunicava muito com seus clusters por intermédio de vídeos direcionados. Havia por exemplo vídeos voltados apenas para falar com as mães, destacando as propostas de melhorias para o governo em relação a esse universo. Segundo os palestrantes, é preciso ter um relacionamento de longo prazo nas comunidades das redes sociais, para poder dessa forma criar uma reputação e juntar mais pessoas, coisas que não ocorre da noite para o dia.

Obama não teve trabalho fácil. Somente em seu Twitter foram feitas 263 atualizações para atingir mais de 130 mil seguidores. No de Jonh McCain, foram feitas 25 atualizações para apenas 5 mil seguidores, sem contar que no dia da eleição ele não incentivou pelo Twitter a população a votar nele, ao contrário de Barack. Obama ainda postou 1800 vídeos no Youtube, também colocando nele todos os comerciais que passavam na TV. Teve um total de 134 mil inscritos e mais de 19,5 milhões de exibições. McCain postou apenas 330 vídeos, com 29 mil inscritos.

O atual presidente norte-americano não parou de inovar. Como 65% dos gamers nos EUA são maiores de 18 anos, Obama colocou anúncios em games do X-Box como Burnout, NBA e NFL, simulado em placas de publicidade. Tudo para aproximar a realidade das pessoas (mesmo que esta seja em um mundo virtual) ao contexto das eleições e ao futuro do país, demonstrando que ele estava preocupado em impactar todos, onde quer que eles estivessem.

Um aplicativo para o Iphone também foi desenvolvido e disponível para download na Appstore. Ele era integrado com o site principal do Obama, com as últimas notícias, vídeos etc. Também foi desenvolvido o YouBama, um canal de vídeo feito por usuários, em que os vídeos mais votados de Obama ficavam por cima dos outros. O Flicker também teve um perfil do presidente, em que as pessoas postavam fotos diariamente das cidades onde ele passa. Em outro site criado, o hopeactchange.com, era possível ver vídeos de Obama cuja imagem era formada por centenas de fotos de pessoas, criando um mosaico muito bonito. Quando se passava o mouse por cima de cada uma delas, era possível ver a foto da pessoa ampliada com o respectivo nome, pois ela havia mandado para o site para participar da campanha.Para finalizar as ações de envolvimento dos eleitores com Obama, foi criado um concurso em que as pessoas tinham que criar vídeos de 30 segundos para falar porque votariam nele. O vídeo mais votado passaria em TV aberta nos EUA.

As ações em mídias sociais só reforçaram o logo da campanha de Barack Obama, “Yes, We Can”, inserindo o “nós” como agente de construção de algo sólido, trazendo uma proximidade ao presidente, mostrando que juntos seria possível mudar o país e o mundo, mas sozinho ele não seria nada. Trazer esses eleitores para perto de algo que parece estar longe, estimulando essa sensação de proximidade, certamente motivou muitas pessoas a participarem e contribuírem para campanha de Obama.

Depois que ganhou a eleição, Obama para manter a reputação e o relacionamento com os eleitores que votaram nele, deu continuidade às redes sociais, permitindo um contanto constante e mais pessoal com cada um dos grupos. Essa compreensão que Obama teve em considerar que a sociedade é composta por pessoas muito diferentes, formando grupos com interesses e comportamentos ecléticos, separando-os de acordo com o behavior target, certamente o auxiliou na comunicação e no sucesso de toda sua campanha.

Com todos esses exemplos positivos podemos concluir que a Internet deve ser entendida como um ponto de saída e não como o de entrada. Nela, o usuário colabora, adapta e espalha. Ele não quer tudo pronto, ele quer participar e criar uma mensagem juntamente com outras pessoas, entender que a sua opinião será considerada por outros e participar de grupos de pessoas que pensem como ele, ou seja, ele quer consumir e produzir conteúdo e se sentir inserido na sociedade. Aqueles que souberem lidar melhor com esta nova realidade serão bem sucedidos, seja em campanhas publicitárias, relacionamento com seus clientes, construção e desenvolvimento de marcas ou de pessoas.


VIDEOS DA PALESTRA

Parte I



Parte II 


Parte III



 

 

Internet interativa

No ínicio a Internet era apenas utilizadas por centros de pesquisas financiadas pelo governo, em universidades renomadas no mundo, e em outros poucos lugares. Nesse contexto a Internet era algo muito limitado e apenas um experimento em teste. Muitas pessoas não tinha conhecimento de sua existência, pois seu uso era limitado a um número pequeno de pessoas.

No entanto com o passar do tempo novas ferramentas e meios para utilizá-la foram desenvolvidos, assim a Internet evoluiu muito, tornando-se algo atrativo, interessante e útil para muitas pessoas. Nesse contexto a Internet passou a popularaizar-se de tal forma que, atualmente, é uma ferramenta imprescindível na vida das pessoas.

Apesar disso, nos dias atuais, a Internet não parou de evoluir e transformar-se. Isso se comprova pelo fato de que há alguns anos atrás, a Internet era algo que fucionava somente em uma direção, ou seja, as pessoas iam em busca de informações, porém não geravam informação de volta à Internet numa porporção semelhante. Isso define um período em que não existia uma grade interatividade entre a Internet e seus usuários. Este momento na história é conhecido como Web 1.0 de acordo com pesquisadores do tema. Entretanto afirma-se que na atualidade a sociedade vive o período da Web 2.0,  no qual existe uma grande interatividade entre a Internet e seus usuários. Essa interatividade proporciona às pessoas a possibilidade de criarem, ou recriarem conteúdos existentes na Internet, ou seja, ao mesmo tempo que os usuários adquirem informações úteis, gerando um canal de duas mãos, onde eles também geram uma grande quantidade de informações que reconfiguram o papel da Internet nos dias atuais.

            Nesse novo contexto também foram desenvolvidas novas formas de relacionamento entre os usuários da Internet. Esse é o caso das Mídias Sociais, elementos presentes na web pelos quais as pessoas podem trocar opiniões, informações, arquivos e diversas outros elementos. Exemplos desses meios de relacionamento, na web, são os sites como o YouTube. Dentro das Mídias Sociais existem um sub-grupo, o das Redes Sociais onde as pessoas interagem entre si, porém de uma forma menos ampla do que em sites das Mídias Sociais. Exemplos de Redes Sociais são sites como Orkut, Facebook e muitos outros. A partir destas ferramentas, pode-se concluir que a internet tem uma maneira muito peculiar de segmentação da comunicação, o que vai de encontro à da “cauda longa”, criada por Chris Anderson, que a explica em uma entrevista dada à revista Época: “A teoria da Cauda Longa diz que nossa cultura e economia estão mudando do foco de um relativo pequeno número de 'hits" (produtos que vendem muito no grande mercado) no topo da curva de demanda, para um grande número de nichos na cauda. Como o custo de produção e distribuição caiu, especialmente nas transações online, agora é menos necessário massificar produtos em um único formato e tamanho para consumidores. Em uma era sem problema de espaço nas prateleiras e sem gargalos de distribuição, produtos e serviços segmentados podem ser economicamente tão atrativos quanto produtos de massa.”

  A partir desses fatos pode-se dizer que o novo papel assumido pela Internet nos dias atuais tem grande influência nos âmbitos social, econômico, político etc.

 

 

 

 

terça-feira, 9 de março de 2010

Palestra sobre Mídias Sociais, ministrada pelo ex aluno da ESPM, Gabriel Reis.

“A Mídia Digital é importante, mas o mais importante é usar essa ferramenta para se relacionar com os clientes, e não somente informar!”



MÍDIA SOCIAL

Histórico

Em 2001, o cenário do consumo da Internet era 20 milhões de site no ar e 150 milhões de usuários. As mídias tradicionais, começam abrir seus portais na Internet com conteúdos jornalísticos, como antigamente. Surge o blogger, qualquer um podia e ainda pode montar um blog.

Em 2003, surge o “My Space”, e até 2008, foi a mídia social mais importante dos EUA.

Em 2005, é lançado o “You Tube” e o “Facebook”, no Brasil, o “Orkut”. As redes sociais ganham força e tomam conta de mídias tradicionais, e não só no nicho da internet. Antes eram mostrados apenas conteúdos jornalísticos, e a partir dessa evolução, as pessoas passaram a produzir conteúdos produzidos por qualquer usuário, ou seja, conteúdos mais dinâmicos. Os consumidores antigamente, eram passivos. Simplesmente liam o que as pessoas queriam que eles soubessem. Hoje, eles que decidem o que consomem.

Mídias Socias. O que são?

- Envolve redes socias, fóruns, blogs e etc..

- É a tecnologia que possibilita interações socias, voltados para produção e consumo e conteúdo colaborativo.

- Espaços que as pessoas consomem, produzem, discutem e compartilham conteúdos criados por elas. Exemplos: youtube, etc..

Rede Social: sites que tem um perfil como no facebook, orkut e etc.Todo conteúdo da rede social é feito pelo usuário. A publicidade também é conteúdo, então pode ser compartilhada.

Case Obama: http://www.slideshare.net/arantes/barack-obama-case-em-mdias-sociais-presentation

Em 2007, como não era ano de eleição, Obama não era muito procurado nas mídias sociais, Google e etc (comparando resultados de busca no Google em relação a 2008). Em 2008, isso mudou muito nos resultados do Google e no Twitter que já tinha mais de 130 mil seguidores, o vídeo da campanha tinha mais de 14 milhões de vill, e etc. A grande sacada do Obama: usou menos de 2% do budget para campanhas online. McCain utilizou a internet como um meio de divulgar sua campanha - "Crie ações onde as pessoas estão, não onde você quer que elas estejam".Diferente do McCain, Obama chama as pessoas pela rede, para ações fora da rede e isso da um salto tremendo no sentido de desenvolvimento.

Sempre se deve ter cuidado com concorrências na internet, e não só do mesmo ramo, qualquer “videozinho” que é lançado na internet, pode distrair a atenção do consumidor, então deve sempre saber como o consumidor usa mídia social, como navega na internet, e etc.

Call to action

- É criar um site pequeno para arrecadação de doações

- Organizar eventos,

- Os eleitores criavam seus próprios blogs para discussão e enviavam recomendações para campanha.

Curiosidades:

- Ele não pedia para as pessoas doarem

- A internet foi responsável por 87% de toda a arrecadação da campanha.

Como devemos estruturar uma campanha de mídias sociais?

Planejamento Sustentável + Ações de impacto.

Planejamento Sustentável é onde você cria suas bases, seus canais onde vc vai atuar. Cultivando esses canais e ao mesmo tempo vai fazendo ações de impacto e usa também mídias pagas, banner ou mídia off line também.

Obama usou campanhas muito emocionais no começo de seu período eleitoral. Ele queria criar relacionamento com seus eleitores. Estava sempre atualizando o twitter, agradeceu todos que os elegeram, e por isso cativou mais os eleitores.

Ele conseguiu atrelar através das mídias sociais, a mudança que faria pelos EUA.

Curiosidades:

- Obama também utilizava vídeos; aplicativos para i phone.

- Campanha “Yes, We Can”, para estimular o público.

- Fez um concurso de vídeo.

- Fez um site interativo. As pessoas chegam no site do Obama, por exemplo, pegam todo o conteúdo e depois comentam.

- Na nossa próxima eleição a internet será usada com essas mídias provavelmente.

Vídeos interessantes:

http://twitter.com/BARACKOBAMA

Para se comunicar com a população, e não somente fazer propaganda de si mesmo, Barack Obama criou um twitter para poder escrever de tempos e tempos e seus leitores podem comentar, mandar mensagens, opiniões, etc.

http://www.youtube.com/watch?v=SsV2O4fCgjk

http://www.youtube.com/watch?v=Qq8Uc5BFogE

Os links do youtube são de vídeos feitos durante a campanha de Obama. Will I am do Black Eyed Peas fez uma música com vários discursos de Obama. O outro vídeo é uma paródia a uma propaganda já realizada para mostrar que mudanças vão ocorrer caso Obama fosse eleito.

Grupo 2:

Amanda Vertematti

André Bittar

Andrea Balukian

Francesco Suzan

Marília Valverde

Vitor Bustani

quinta-feira, 4 de março de 2010

Palestra Rodolfo Araújo - Thymus Branding


A palestra do dia 26/02/2010 aconteceu em sala de aula, o que deixou os alunos mais à vontade e permitiu que o clima ficasse mais descontraído.

O convidado da noite foi Rodolfo Araújo, que representou a empresa Thymus Branding, e nos passou um pouco de seu conhecimento sobre como trabalhar uma marca e o que está por vir nesta área.

O “papo” começou conceituando a palavra Marca como significado, relação e valor de mercado. E logo se partiu para o assunto polêmico: Como a marca pode sobreviver em um cenário que está em constante mudança, e que está mergulhada em crises constantes? As empresas chegam para uma consultoria com o mesmo diagnóstico: “Eu não sei o que acontece comigo, mas o que eu faço?”

Foi percebido que as grandes empresas precisam compreender o cenário e devolver para a sociedade algum tipo de valor. Mas devemos levar em consideração que o cenário é turbulento e que hoje planejamos e executamos ao mesmo tempo. É necessário se adaptar e ser flexível, pois a linearidade tradicional não funciona mais, não temos mais tudo sob controle. As empresas precisam melhorar a cada dia a capacidade de resposta e interpretação dos fatos.

A  sociedade era hierárquica, se importava com a materialidade e focava nos resultados. Hoje a visão é diferente, o que predomina é a dinâmica social, a interpretação dos fatos e informações, e o significado de cada coisa. O significado gera vínculos, que está muito acima de qualquer contrato, pelo fato de ambas as partes acreditarem em um significado comum.

Hoje, as empresas criam um conjunto de significados, que extrapolam os limites da marca e não precisam mais dela para sobreviver.

Por fim, foi explicado o que era branding, caso alguma dúvida ainda restasse para os alunos. “Branding cria valor para as marcas. Ele ajuda o marketing a elevar seus patamares. Cada vez mais as decisões de marca estão ligadas ao CEO da empresa.”

Dois livros foram sugeridos durante a palestra: Power to The Edge- (departamento de defesa americana), trata de como as empresas se comportam hoje, e O Futuro da Administração       (Gary Hamil), que traduz uma visão mais antenada do que está por vir no mundo dos negócios e das marcas.



twitter/@cazampini

Grupo:  

Bruna Tombolatto

Camila Zampini

Julia Teixeira

Marcelo Villas Boas

6E

segunda-feira, 1 de março de 2010

Significado, relação e valor de mercado

Até os anos 50, empresas como Shell, trabalhavam com
previsões d
e mercados futuros, para poder atuar em cima de oportunidades. Além disso, as marcas se construíam a partir das diferenças físicas dos produtos e a demanda por eles era maior que a sua oferta. Hoje em dia, esta maneira de se trabalhar já não é mais possível. Fatores, como o avanço da tecnologia, possibilitaram a imitação e reprodução de produtos. As previsões foram extremamente abaladas por uma única e maior variável, a incerteza.

A incerteza de mercado, faz com que as empresas sejam incapazes de prever o que se pode acontecer daqui a alguns dias, consequência da mudança radical de pensamento da sociedade e da facilidade de informação. Já não é mais possível traçar um caminho concreto de uma marca, sendo que existem acontecimentos macroambientais que podem acontecer a q ualquer momento e destruir todo um planejamento desenhado em cima de um cenário possível.

Dos anos 50 em diante, nasceu uma nova maneira de se pensar, trabalhar e utilizar as marcas. Uma nova cultura organizacional, individual, em que cada empresa presa e luta para que a sua seja reconhecida e crie uma relação com as pessoas. As empresas adotaram métodos de diferenciação de sua identidade, como se fossem pessoas e princípios, cada uma com sua Missão, Visão e Valores.

Esses “princípios”, juntamente com a forma de se comportar, comunicar e agir da empresa formam o significado da marca, o que a empresa quer ser, vem de dentro para fora. Uma relação direta com o valor, que ao contrário do significado, vem de fora para dentro, uma vez que este é atribuído diretamente por um terceiro, no caso, o júri da marca, o consumidor.

As relações são das mais diferentes, das mais próximas às mais distantes, relações de amor e relações de ódio. O comportamento da marca deve ir de encontro ao que o seu consumidor espera e aceita. Por exemplo, nos dias de hoje, a sustentabilidade está entre os requisitos mais aceitos na sociedade, ou seja, para que uma empresa chegue mais perto de seu consumidor, uma boa estratégia é se engajar em projetos sustentáveis ou até patrocinar campanhas que levantem esta bandeira.

É assim que hoje as empresas trabalham, não mais fazendo o branding da marca e sim no branding para a marca. A preocupação passou de encher prateleiras de mercados com novos produtos, para a criação de significados para cada um, fazendo um trabalho mais profundo em cima da marca, sempre com o objetivo de se relacionar de forma satisfatória com seus consumidores.



Grupo: Ana Carolina Ayub, David Kang, Luiza Rocha, Nathalia Coelho, Rafael Cescon e Vívian Gomes (CSOS6D)