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domingo, 9 de maio de 2010


Entretenimento na propaganda


O palestrante exemplificando como chamar a atenção do consumidor

A palestra ministrada por Alexandre Lourenção, na última segunda-feira, foi muito interessante, trazendo à tona assuntos polêmicos e de interesse profissional.

Afinal, como fazer uma propaganda eficaz nos dias atuais? Segundo o palestrante, a propaganda tem de romper o ruído e ser notada, transferindo a atenção para a marca/produto. E como essa eficácia é mensurada? Através do aumento das vendas e/ou do brand quity.

Mas a pergunta a ser feita é: numa sociedade saturada de produtos e anúncios publicitários, como chamar a atenção? E como transformar essa atenção em resultados?

Segundo Lourenção, é necessário gerar o estímulo correto para alcançar a resposta desejada. A mensagem central nunca deve ser igual à resposta que você espera por parte do público. Ela deve fazer o público pensar e se relacionar com a situação, pois uma vez que é fornecido o estímulo correto, se for gerado engajamento emocional, a resposta será muito mais intensa.

No geral, os consumidores não ligam muito para as marcas. Ninguém lê propaganda, as pessoas lêem o que querem, e as vezes calha de ser um anúncio, mas, como a propaganda é segundo fator mais importante na construção do brand equity (atrás somente do produto em si), é de vital importância se valer de ideias e situações das quais o público possa se identificar.

Para isso é necessário entendermos melhor o consumidor. Na sociedade existe uma multiplicação de ícones que representam sentimentos como aventura, grandiosidade e ousadia, que normalmente faltam à vida de do homem comum. Ela deixou de ser “sólida”, com laços estáveis e estruturas sociais verticalizadas, e passou a ser liquida, onde estruturas e laços sociais se tornaram fluidos, instáveis, sem conseguirem se manter por muito tempo.

Em decorrência disso é necessária uma estratégia mais abrangente de comercializar os produtos, usando diversas plataformas, fragmentando o conteúdo através de cada uma delas. Publicidade, sozinha, talvez não seja mais a solução. Precisa-se engajar, entreter o consumidor, para criar algum tipo de relacionamento, significando muito mais o conteúdo do que a forma do que é dito.

Foi citado o termo polêmico e bastante discutido atualmente: o coletivo de conteúdo. O coletivo de conteúdo agrega a produção de conteúdo em si, produção de conteúdo em torno, projetos autorais e multidisciplinares, liberdade criativa e a construção de audiência. Hoje em dia, toda propaganda precisa ter storytelling, tudo é construído a partir disto.

O palestrante também contou como foi se tornou um dos fundadores do“Liberdade Telefônica”. O movimento Liberdade Telefônica nasceu como um protesto contra as altas tarifas telefônicas do Brasil, com o objetivo de criar um novo meio de comunicação com um custo muito baixo e difundir esta idéia.

Este movimento, sem fins lucrativos, foi lançado pela primeira vez no Campus Party 2009 (evento de cultura digital). Instalaram um orelhão via VOIP no meio do evento, e todos podiam ligar para qualquer lugar que quisessem. O movimento ganhou mesmo força no Campus Party 2010. Com o projeto mais estruturado, obtenção de patrocínio e apoio, ficou muito famoso e virou um case de sucesso.


Alexandre explicando a cultura do consumidor

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